A implantação da nova fábrica de veículos da GWM no Espírito Santo foi oficialmente anunciada, já com números que prometem grande impacto. O projeto prevê uma produção anual de até 200 mil veículos e a criação de até 10 mil empregos diretos e indiretos quando a planta estiver operando a pleno vapor. A unidade será instalada na região de Barra do Riacho, em Aracruz, em um terreno industrial superior a 1,7 milhão de metros quadrados.
As informações foram apresentadas nesta terça-feira (24) durante um evento no Palácio Anchieta, com a presença de representantes da GWM, convidados do setor produtivo, além de políticos e autoridades locais.
Na fase inicial, antes do início da produção, o canteiro de obras deve envolver entre 1.500 e 3.500 trabalhadores, responsáveis pela construção e implantação das linhas de produção. Atualmente, a fábrica está na etapa de levantamentos topográficos, sondagens, licenciamento ambiental e preparação do terreno.
Transformação da economia do Estado
A instalação da fábrica representa uma mudança significativa no perfil econômico do Espírito Santo. Mais do que uma simples montadora, ela marca o início de uma nova cadeia industrial no Estado. Como destacou o vice-governador Ricardo Ferraço, o projeto visa “verticalizar a economia e gerar renda local”, com a criação de melhores empregos, maior envolvimento de fornecedores locais e aumento da arrecadação.
Ricardo Bastos, diretor de Assuntos Institucionais e Governamentais da GWM Brasil, foi um dos principais nomes nas negociações e destacou que a parceria com o Estado começou antes mesmo do anúncio da fábrica. “Estamos aqui desde 2023 operando pelo Porto de Vitória. Nosso primeiro carro foi comercializado a partir daqui. Isso mostra a necessidade de continuar investindo no Brasil”, afirmou. Ele também destacou a proximidade da GWM de alcançar a marca de 100 mil carros vendidos no Brasil.
Estratégia global da GWM
Bastos explicou que o investimento faz parte de uma estratégia global de longo prazo. “Antes mesmo de formar a equipe comercial, adquirimos uma fábrica em São Paulo. Nosso projeto sempre teve uma visão de longo prazo”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a competitividade será um fator chave. “A produção local não é só para o Brasil, ela precisa ser competitiva dentro do grupo. Vamos competir com as fábricas da China em igualdade de condições”, disse.
O vice-governador Ricardo Ferraço afirmou que o Espírito Santo venceu a disputa com outras regiões graças à sua previsibilidade institucional. “A transparência, a segurança jurídica e a confiança que construímos foram determinantes para que o Estado fosse escolhido”, afirmou. Ele ainda enfatizou que o projeto não é apenas uma iniciativa governamental, mas um “projeto de Estado”. Para Ferraço, a instalação da GWM ajudará a desenvolver fornecedores locais, substituindo gradualmente a importação de peças por componentes fabricados no Espírito Santo.
Inovação e desenvolvimento econômico
Ricardo Ferraço ainda afirmou que, além de uma fábrica, a instalação da GWM representará uma plataforma de inovação tecnológica. O secretário de Desenvolvimento, Rogério Salume, também destacou a importância do empreendimento, explicando que a fábrica não será apenas de montagem, mas incluirá processos completos como estamparia, soldagem, pintura e montagem.
O governador Renato Casagrande ressaltou que o investimento é um reflexo da estratégia econômica do Estado. “Quando uma empresa decide se instalar aqui, é porque confia no trabalho que estamos fazendo. Nosso governo tem mostrado resultados”, disse. Casagrande também destacou que a principal motivação da gestão pública é melhorar a vida das pessoas, com foco em emprego e desenvolvimento.
O prefeito de Aracruz, Dr. Coutinho, comentou sobre a transformação econômica da cidade, atribuindo-a à sua localização estratégica, vocação logística e segurança jurídica. “Estamos comprometidos em oferecer um ambiente favorável para o investimento”, afirmou.
Com a formalização do projeto e a área declarada de utilidade pública, a próxima etapa será técnica, incluindo o licenciamento, a preparação do terreno e o início da implantação. Em breve, a indústria sairá do papel e se tornará uma realidade em operação.




