Felipe Silva de Almeida foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Aline Ribeiro da Rosa, ocorrido em 21 de julho de 2024, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo.
O julgamento foi realizado nesta terça-feira (10), no Fórum de Aracruz. O réu foi considerado culpado por homicídio quadruplamente qualificado.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica.
Além da pena de prisão, Felipe perdeu o direito de manter qualquer aproximação dos dois filhos que teve com a vítima e foi condenado ao pagamento de indenização de R$ 200 mil aos familiares de Aline.
A nova condenação soma-se a outra sentença recebida pelo réu em 2025, quando foi condenado a 29 anos e seis meses de prisão por estupros cometidos contra a ex-companheira.
Durante o julgamento, a advogada de acusação, Dayhara Silveira da Silva, destacou que a equipe trabalhou para manter todas as qualificadoras do crime e buscar a pena máxima prevista para o caso.
Segundo ela, os jurados acolheram integralmente as provas apresentadas e concordaram com a tese defendida pela acusação.
A defesa de Felipe, representada pela advogada Priscila Beníchio, informou que respeita a decisão do Tribunal do Júri e ressaltou que sua atuação teve como foco a garantia dos direitos constitucionais do acusado.
“Recebemos essa decisão com tranquilidade e respeito. Trata-se de um processo delicado e de grande repercussão. O réu é confesso, e nossa atuação foi pautada na correta aplicação do Direito. Respeitamos a soberania do veredito”, afirmou.
Crime e prisão
Após o assassinato, Felipe Silva de Almeida permaneceu foragido por dois dias. Ele se apresentou espontaneamente à Polícia Civil na noite de 23 de julho de 2024, na Delegacia Regional de Linhares.
Na época do crime, um áudio gravado pelo acusado chamou a atenção pela frieza demonstrada em relação ao caso. De acordo com as investigações, Aline já vinha sofrendo ameaças do ex-companheiro.
Testemunhas relataram que Felipe esteve no local onde a vítima se encontrava, fez ameaças e deixou o estabelecimento. Pouco tempo depois, retornou e efetuou os disparos que mataram Aline.
Ainda segundo os relatos, durante o intervalo entre as ameaças e o crime, a vítima utilizou o celular de uma pessoa que estava no local para acionar o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) e informar que estava sendo ameaçada.





