A greve dos garis, margaridas e coletores terceirizados chegou ao segundo dia nesta terça-feira (23) e já provoca impactos visíveis na Grande Vitória. Ruas e avenidas amanheceram com acúmulo de lixo, resultado da paralisação dos serviços de limpeza urbana.
O movimento, que também ocorre em outros estados e teve início na segunda-feira (22), tem como principal reivindicação a aprovação do Projeto de Lei nº 4.146/2020, que prevê a criação de um piso salarial nacional de R$ 3.036.
Prefeituras pedem colaboração da população
Diante da paralisação, as prefeituras da região orientaram os moradores a colaborar para reduzir o acúmulo de resíduos nas ruas.
Em Vitória, a prefeitura pediu que moradores, condomínios e estabelecimentos comerciais armazenem corretamente o lixo e evitem colocá-lo para coleta externa durante o período de greve.
Na Serra, a administração solicitou conscientização no descarte, para evitar o acúmulo irregular de resíduos em vias públicas. Em Vila Velha, a recomendação também é para que a população não coloque lixo para fora de casa.
Moradores relataram preocupação com o mau cheiro e o risco de proliferação de insetos e animais devido ao acúmulo de resíduos.
Em Cariacica, a prefeitura informou que, apesar da paralisação nacional, equipes seguem atuando na limpeza urbana. Segundo a administração, a Secretaria de Serviços (Semserv) reforçou as equipes em campo e ampliou o horário de atendimento até meia-noite. A gestão pede colaboração da população para evitar o descarte de lixo nas ruas.
Greve continua e inclui manifestação
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Serviços Similares no Estado do Espírito Santo (Sindilimpe-ES) confirmou a continuidade da greve nesta terça-feira.
A entidade também convocou uma passeata até o Palácio Anchieta, em Vitória, em defesa da regulamentação da profissão e da aprovação do projeto de lei que cria o piso salarial nacional da categoria.




