quinta-feira, 17 setembro, 2026
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Greve dos Correios ganha adesão no Espírito Santo e pode afetar prazo de entregas

A greve dos trabalhadores dos Correios já conta com adesão em unidades da Grande Vitória e também em cidades do interior do Espírito Santo. A paralisação nacional, iniciada na última sexta-feira (11), é por tempo indeterminado e, até o momento, não tem previsão de término.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Correios do Espírito Santo (Sintect-ES), além da Região Metropolitana, a mobilização também atinge agências em municípios do interior, como São Mateus, Venda Nova do Imigrante, Jaguaré e Pedro Canário.

Os Correios informaram que estão realizando remanejamentos para tentar manter o funcionamento dos serviços. Apesar das medidas, a empresa reconhece que a paralisação pode provocar atrasos no prazo de entrega de encomendas.

Para quem aguarda uma encomenda, a orientação é acompanhar o status da entrega pelo aplicativo dos Correios. Em caso de atraso, o consumidor pode entrar em contato com os canais de atendimento da empresa.

TST determina manutenção de 80% do efetivo

Em decisão liminar publicada no sábado (12), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os trabalhadores mantenham pelo menos 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a greve.

A determinação abrange unidades de atendimento, tratamento, transporte e distribuição, além de áreas administrativas e de suporte consideradas essenciais para a manutenção dos serviços postais.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30. Até lá, trabalhadores e empresa ainda podem chegar a um acordo.

Mesmo com a paralisação, as agências dos Correios permanecem abertas para atendimento ao público.

Em nota, os Correios afirmaram que respeitam o direito de greve, mas ressaltaram que a empresa enfrenta dificuldades financeiras. Segundo a estatal, estão sendo priorizadas medidas para reduzir despesas, melhorar a operação e aumentar as receitas.

Paralisação ocorre em meio a crise financeira

A greve acontece em um momento de dificuldades financeiras para os Correios. A empresa registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e formalizou um pedido de garantia do Tesouro Nacional para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados.

A paralisação foi aprovada por tempo indeterminado após os trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pela empresa durante as negociações do acordo coletivo. De acordo com a Findect, 35 assembleias aprovaram a greve.

Entre os principais pontos de discordância está o plano de saúde oferecido aos funcionários, aposentados e dependentes.

Os Correios afirmam que a proposta apresentada mantinha 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo e previa reajuste dos salários e benefícios pelo INPC, além da manutenção da assistência à saúde.

Caso a greve termine após o julgamento do dissídio ou antes disso, a expectativa é que o fluxo de entregas seja normalizado de forma gradual.