Com mais de duas décadas de atuação na cadeia florestal e de biomassa do Espírito Santo, o Grupo ABR Brasil está diversificando os negócios e entrando no mercado imobiliário. A empresa prevê lançar pelo menos três empreendimentos nos próximos três anos, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 500 milhões.
O primeiro projeto será um loteamento em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, com expectativa de início das vendas ainda em 2026. O empreendimento terá VGV estimado em R$ 120 milhões na primeira fase. Uma segunda etapa, que prevê a construção de um mall, poderá acrescentar outros R$ 250 milhões, elevando o potencial total do projeto para R$ 370 milhões em VGV.
Ao longo de cinco anos, o grupo estima investir R$ 150 milhões na construção dos empreendimentos. O VGV corresponde à estimativa de faturamento com a venda dos imóveis.
Primeiro lançamento será em Aracruz
O loteamento ocupará uma área de 255 mil metros quadrados, localizada a cerca de dois quilômetros do Shopping Oriundi, no sentido da ES-257, em direção à região onde novas indústrias vêm se instalando.
O projeto terá 220 terrenos de acesso controlado, com áreas a partir de 300 metros quadrados e que podem chegar a 1 mil metros quadrados. A metragem média será de aproximadamente 400 metros quadrados.
A estrutura planejada inclui clube, áreas de lazer e regras específicas para o padrão das construções. Na entrada do empreendimento também está prevista uma área comercial com espaços para lojas, academia e supermercado. Segundo Hildo Cecato, diretor-executivo da ABR Brasil, já existem negociações com empresas interessadas em ocupar os espaços.
O terreno foi comprado pelo grupo há cerca de oito anos. De acordo com a empresa, o avanço dos investimentos e do crescimento econômico de Aracruz contribuiu para a decisão de desenvolver o projeto.
As obras de infraestrutura estão previstas para começar no início de 2027, com prazo estimado de dois anos para conclusão. A expectativa é iniciar as vendas ainda em 2026, condicionada ao avanço das aprovações e do registro do empreendimento. O projeto já possui licença prévia.
A meta da empresa é comercializar os 220 lotes em até seis meses.
Crescimento de Aracruz impulsiona estratégia
A entrada no mercado imobiliário ocorre em um momento de expansão econômica de Aracruz. Entre os investimentos que movimentam a região estão a chegada da montadora chinesa GWM (Great Wall Motors), o avanço do Porto Imetame e projetos relacionados à Zona de Processamento de Exportação (ZPE).
Na avaliação da ABR Brasil, o novo ciclo de investimentos deve aumentar a circulação de trabalhadores, executivos, fornecedores e prestadores de serviços, ampliando também a demanda por moradias.
O grupo identifica espaço para empreendimentos residenciais de alto padrão, diante do crescimento projetado para os próximos anos. A estratégia será justamente atuar nesse segmento, mirando empresários, gestores e profissionais atraídos pelos novos negócios que chegam ao município.
“Conhecemos Aracruz como poucos grupos empresariais conhecem. Vimos a cidade crescer, mudar, se transformar, e sempre estivemos aqui. Agora, com a chegada do porto e da ZPE, entendemos que chegou o momento de contribuir com esse novo ciclo também através da moradia, oferecendo à cidade um padrão imobiliário que ela ainda não tinha”, afirma Hildo Cecato.
Para o sócio Josias de Oliveira Dias, o projeto representa uma extensão da relação construída pelo grupo com o município ao longo das últimas décadas.
“Crescemos junto com Aracruz. Esse landbank é a forma que encontramos de retribuir esse crescimento, oferecendo um projeto residencial à altura do momento que a cidade vive”, afirma.
Grupo prevê novos empreendimentos
Além do projeto de Aracruz, a ABR Brasil estuda novos empreendimentos, incluindo um projeto em Guarapari. A intenção é acelerar os lançamentos e ampliar o portfólio imobiliário nos próximos anos.
Os terrenos que integram o landbank do grupo estão distribuídos por pelo menos dois municípios do Espírito Santo. O projeto de Aracruz será o primeiro lançamento dessa nova estratégia, que prevê transformar um landbank estimado em R$ 500 milhões em VGV em uma nova frente de negócios e receitas para a empresa.




