sexta-feira, 23 outubro, 2026
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Escavadeira afunda no Rio Doce durante retirada de destroços de antiga ponte em Linhares

Uma escavadeira utilizada na remoção dos destroços da antiga Ponte Getúlio Vargas afundou no Rio Doce, nas proximidades da Ponte Joaquim Calmon, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O acidente aconteceu na quarta-feira (21), durante os trabalhos de retirada dos equipamentos usados na demolição da estrutura.

O incidente foi registrado em vídeo feito a partir da Ponte Joaquim Calmon. As imagens mostram a balsa aparentemente danificada após o acidente.

Segundo a Prefeitura de Linhares, a operação de retirada dos restos da antiga ponte é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Correnteza deslocou balsa

Em nota enviada à reportagem, o DNIT informou que o acidente ocorreu por volta das 16h, durante a retirada dos equipamentos utilizados na demolição, após a conclusão dos serviços.

De acordo com informações preliminares do órgão, a forte correnteza do Rio Doce deslocou a balsa, que atingiu um banco de areia e teve a estrutura comprometida. Com o impacto, uma das escavadeiras afundou no rio, enquanto outra ficou encalhada.

Apesar do incidente, ninguém ficou ferido. Todos os trabalhadores que estavam envolvidos na operação foram retirados em segurança.

DNIT adota medidas de proteção ambiental

Após o acidente, a empresa responsável pelos serviços adotou medidas preventivas para reduzir possíveis impactos ambientais no Rio Doce.

Segundo o DNIT, foram instaladas barreiras de contenção e materiais absorventes, além do monitoramento da área. Até o momento, não foi identificado vazamento de combustível ou de outros fluidos no rio.

A retirada dos equipamentos dependerá das condições de segurança. As circunstâncias do incidente continuam sendo apuradas por meio de análise técnica.

Ponte Getúlio Vargas desabou em 2009

A antiga Ponte Getúlio Vargas desabou em 2009. Treze anos depois, em 2022, a Justiça Federal determinou que o DNIT realizasse a demolição da estrutura remanescente e a retirada dos destroços do Rio Doce.

Os trabalhos tinham como objetivo remover os restos da antiga construção, que permaneceu no local por anos após o desabamento.