quinta-feira, 5 novembro, 2026
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Mais de 50 caravelas-portuguesas são avistadas na Praia de Guriri, em São Mateus

Mais de 50 caravelas-portuguesas foram avistadas na Praia de Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, durante o feriado de Finados, na segunda-feira (2). A informação foi confirmada pelo chefe dos guarda-vidas do município, Henrique Pestana.

Com cores vibrantes e aparência chamativa, esses animais pertencem ao mesmo grupo das águas-vivas e podem provocar queimaduras dolorosas e até reações alérgicas graves em pessoas que entram em contato com seus tentáculos.

O consultor comercial Vagner Daré encontrou pelo menos quatro caravelas enquanto caminhava pela orla de Guriri. Uma delas chamou a atenção pelo tamanho e foi fotografada por ele.

“Achei muito bonita porque nunca tinha visto uma caravela desse porte. Já tinha visto algumas, mas pequenas, essa é um pouco maior“, contou.

Segundo o professor Agnaldo Silva Martins, do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o aparecimento das caravelas na região está relacionado à ação dos ventos, que costumam ficar mais intensos nesta época do ano.

O especialista explicou que o nome do animal está associado à estrutura semelhante a uma vela, que permite seu deslocamento conforme a direção dos ventos e das correntes marítimas.

“Ela é chamada de ‘caravela’ porque tem uma ‘vela’, uma estrutura que dá resistência ao vento e faz com que ela seja deslocada. Mas ela não tem nenhum membro para se deslocar sozinha para onde ela quer. Então, ela é carregada pelo vento e pela corrente [marítima]”, explicou.

Cuidados ao encontrar caravelas-portuguesas

Apesar da aparência, as caravelas-portuguesas representam perigo para os banhistas. Mesmo quando estão encalhadas na areia ou aparentam estar mortas, seus tentáculos continuam capazes de liberar toxinas em contato com a pele.

O guarda-vidas Deyvidson de Oliveira dos Santos alerta que o contato pode provocar dor intensa, vermelhidão, coceira e, em casos mais graves, reações alérgicas que exigem atendimento médico.

“Muita queimadura, vermelhidão, coceira, muita dor. Ela pode causar uma dor na coluna e pode até mesmo tapar a traqueia dependendo do grau de alergia da pessoa, se ela for alérgica, então tem que monitorar”, alertou.

A principal recomendação é não tocar nos animais, mesmo que estejam mortos ou fora da água. Ao encontrar uma caravela-portuguesa na praia, os banhistas devem avisar imediatamente os guarda-vidas, que poderão fazer a remoção de forma segura.