Uma cadela comunitária foi morta a tiros na tarde de domingo (18), no distrito de Lajinha, em Pancas, no Noroeste do Espírito Santo. O principal suspeito do crime é um morador de 28 anos.
De acordo com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos contra os Animais da Assembleia Legislativa, a cadela, chamada Pretinha, havia sido castrada e adotada recentemente pela comunidade.
Segundo informações preliminares, o crime ocorreu quando o animal se aproximou da residência do suspeito. Apesar de ter um lar adotivo, a cadela era acompanhada pelos moradores e costumava circular pela região.
A Polícia Militar informou que foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou o suspeito em casa. Questionado, ele negou ter efetuado disparos contra qualquer animal e afirmou que, naquele dia, não utilizou arma de fogo, como rifle calibre .22 ou espingarda de chumbinho.
No entanto, a mulher que acionou a polícia relatou ter presenciado o momento em que o vizinho realizou o disparo, além de ter ouvido o som do tiro. Ao ser questionado sobre a arma, o homem disse que havia levado o rifle até a casa do sogro.
Os policiais se deslocaram até o endereço informado e localizaram o rifle, dois carregadores e cinco munições calibre .22 intactas. O material foi apreendido, e o suspeito foi conduzido à delegacia.
Em nota, a Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante por maus-tratos contra animal e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional.
A deputada estadual Janete de Sá (PSB), presidente da CPI, classificou o caso como uma “covardia inaceitável” e informou que a perícia foi acionada para realizar o confronto balístico entre os projéteis e as armas apreendidas.




