A história da biomédica capixaba Vitória de Aguiar Castro é marcada por dedicação, disciplina e paixão pela ciência. Formada em Biomedicina pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – Campus Vila Velha, ela foi aprovada em primeiro lugar no processo seletivo do Programa de Pós-graduação em Patologia Experimental da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná — programa que possui nota máxima (7/7) na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), reconhecimento concedido apenas a cursos de excelência nacional.
Raízes na educação capixaba
Natural do Espírito Santo, Vitória construiu toda a sua base educacional no estado. Cursou o ensino fundamental no Colégio Americano e concluiu o ensino médio na EEEM Godofredo Schneider, localizada na Prainha, em Vila Velha.
Filha de professora, cresceu em um ambiente onde a educação sempre foi prioridade. O incentivo familiar e o contato constante com a docência contribuíram para que, ainda na graduação, despertasse o desejo de seguir também pelo caminho do ensino e da pesquisa.
A descoberta da paixão pela Patologia
Durante a graduação no Ifes, Vitória mergulhou na área de Patologia — campo da ciência que estuda as doenças, suas causas e mecanismos.
Em 2025, foi convidada pela professora Carine Coneglian de Farias para atuar como monitora da disciplina de Patologia. A experiência marcou uma virada em sua trajetória acadêmica.
Produzindo materiais didáticos, auxiliando colegas, participando do planejamento das aulas e contribuindo nas atividades práticas, Vitória consolidou sua vocação.
“Foi um período em que, além de aprender mais e me aprofundar na disciplina, tive certeza do meu amor por essa área da ciência e pela docência”, afirma.
Reconhecimento internacional e impulso para o mestrado

O incentivo da orientadora a levou a participar do VI Simpósio Internacional de Patologia Experimental (ISEP), realizado na UEL. No evento, além de visitar laboratórios e ampliar o networking acadêmico, Vitória conquistou o prêmio de melhor resumo de graduação na categoria “Relato de Caso, Epidemiologia e Saúde Pública”.
O trabalho premiado — “Perfil clínico e sociodemográfico de pacientes com câncer de cabeça e pescoço no Espírito Santo, Brasil” — destacou-se pela relevância social e científica, contribuindo para a compreensão do cenário oncológico no estado.
O reconhecimento foi decisivo para que ela enfrentasse o concorrido processo seletivo do mestrado.
“Não esperava ser reconhecida em um evento internacional dessa dimensão, mas essa conquista, junto com o apoio da minha família, professoras e amigas, me deu coragem de tentar a prova. Para minha surpresa, na mesma semana em que fui aprovada com nota máxima no meu TCC, recebi a notícia da aprovação em primeiro lugar no mestrado. Foi uma alegria imensa.”
Uma graduação marcada por excelência
A trajetória de Vitória durante a graduação foi construída com múltiplas experiências acadêmicas e científicas:
Integrante da Liga Acadêmica de Patologia Interdisciplinar do Ifes;
1º lugar no Desafio da Inovação do Ifes (2023);
3º lugar internacional no concurso Poliempreende, promovido pelo Instituto Politécnico de Bragança (Portugal), em 2023;
Bolsista da Incubadora Inovavila (Ifes Vila Velha);
Bolsista da Plataforma de Patologia Digital no Hospital Santa Rita de Cássia, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a Afecc;
Iniciação Científica no Laboratório de Patologia Molecular da Ufes, com pesquisa sobre resposta ao tratamento em câncer de cabeça e pescoço;
Monitora de Patologia nos cursos de Biomedicina (Ifes), Medicina e Enfermagem (Ufes);
Estagiária da Polícia Científica do Espírito Santo na área de Histopatologia;
Bacharel em Biomedicina com habilitação em Histotecnologia e Docência e Pesquisa em Patologia.
Representando o Espírito Santo na ciência
A aprovação em primeiro lugar em um programa conceito máximo da CAPES consolida uma trajetória que une escola pública, universidade federal, pesquisa científica e reconhecimento internacional.
Agora, Vitória inicia uma nova etapa acadêmica levando consigo a formação capixaba e o compromisso com a ciência.
“Tenho muito orgulho de ir para essa nova etapa representando a Biomedicina do Ifes e espero trazer orgulho a todos que fizeram parte da minha caminhada até aqui.”
A conquista reforça o papel da educação pública como ferramenta de transformação e evidencia o potencial científico produzido no Espírito Santo.




