Com o debate sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 entrando na reta final no Congresso Nacional, empresários defendem contrapartidas para evitar que a mudança resulte em perda de produtividade, demissões e aumento de preços.

Entre as propostas, estão um período de transição de até 10 anos, redução pela metade do FGTS e isenção da contribuição com o INSS. Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Espírito Santo (ABIH-ES), Fernando Otávio Campos defende benefícios fiscais como forma de compensação ao setor do turismo.

“Eles argumentam que o fim da escala 6×1 vai aumentar o número de empregos, o que significa que também vai aumentar a arrecadação. Isso poderia ser dividido com os empresários para absorver melhor essa mudança”, frisou.
Ele adiciona que a ABIH-ES atua junto ao Congresso Nacional em busca de um tratamento específico para o setor. Embora considere que um prazo de transição de 10 anos seja o ideal, Fernando não acredita que isso vá acontecer. Na visão dele, um período entre 4 e 5 anos seria mais realista.
Diretor industrial da Del Pupo Metalmecânica e vice-presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo (Sindifer), Vinicius Del Pupo avalia que medidas como a redução do FGTS e a desoneração do INSS podem aliviar momentaneamente o custo da folha de pagamento, mas não resolvem o problema por si só.
Ele também defende um período longo de transição, mas ressalta que cada segmento da economia possui uma realidade distinta e precisa de um prazo adequado de adaptação.
“Mudanças abruptas podem provocar impacto direto no emprego, na competitividade, no crescimento da informalidade e até na inviabilização de negócios e no fechamento de empresas”.
Empresário e vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin também defende um prazo de 10 anos para a implementação da mudança.
“A maior tranquilidade possível seriam 10 anos. Entendemos que o avanço tecnológico, a robotização e a automação de processos fariam com que o impacto fosse zero”.




