Exportações de Café do Espírito Santo Caem 32% em Janeiro de 2026 e Perdem Presença em Mercados Internacionais

As exportações de café do Espírito Santo apresentaram uma queda significativa em janeiro de 2026, com redução tanto no volume embarcado quanto na receita cambial e no número de países compradores. As informações foram divulgadas em um relatório mensal do Centro do Comércio de Café de Vitória.

No primeiro mês do ano, o estado exportou 195 mil sacas de 60 quilos de café, sendo 30 mil de arábica, 147 mil de conilon e 18 mil de café solúvel. A receita gerada ultrapassou os US$ 54 milhões.

Em comparação com dezembro de 2025, o volume embarcado caiu 32%, enquanto a receita diminuiu 37%. Quando analisado o desempenho em relação a janeiro do ano anterior, a queda foi de 25% tanto no volume quanto na receita, sendo este indicador um dos principais termômetros econômicos do setor exportador.

Entre os tipos de café, o solúvel teve a maior queda na receita (-61%), seguido pelo arábica (-43%) e pelo conilon (-13%). Em termos de volume exportado, o arábica e o café solúvel registraram uma diminuição de 52%, enquanto o conilon teve uma queda de 7%.

Menos países compradores

Além da queda nas exportações, o relatório também aponta uma diminuição na presença internacional do café capixaba. Em janeiro de 2026, o café do estado foi embarcado para 22 países, número inferior ao registrado nos últimos anos.

Os principais destinos no mês foram Colômbia (21% do total), Espanha (18%), Turquia (10%), Argentina (10%) e México (9%), além de Alemanha, Indonésia, França, Chile e Itália.

A série histórica de janeiro revela oscilações relevantes na última década: 41 países compradores em 2021, 26 em 2022, 20 em 2023, novamente 41 em 2024, 28 em 2025 e 22 em 2026.

Importância econômica

O Espírito Santo é um dos maiores produtores e exportadores de café do Brasil, especialmente da variedade conilon, e o desempenho das exportações tem um impacto direto na economia do estado. A retração observada no início de 2026 sugere um cenário de menor dinamismo no comércio internacional do café, pelo menos no curto prazo.

Especialistas apontam que flutuações na demanda externa, nos preços internacionais e em fatores logísticos podem influenciar o desempenho das exportações mensais, exigindo atenção constante do setor ao longo do ano.