Uma falha técnica na gravação de mídias levou ao reinício do julgamento de três acusados de envolvimento na morte do segurança Rafael de Brito Chaves, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O júri popular começou na quinta-feira (22), mas as sessões realizadas até sexta-feira (23) serão desconsideradas, e o julgamento terá de recomeçar do zero.
A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que informou que ainda não há uma nova data definida para a realização do júri.
“As sessões realizadas na quinta-feira (22) e nesta sexta-feira (23) serão desconsideradas. Com isso, um novo Conselho de Sentença será formado, com outros jurados”, informou o órgão.
A reportagem procurou o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) para esclarecer o que provocou a falha técnica e se o problema será investigado internamente. Não houve retorno até a publicação desta matéria.
Relembre o crime
Rafael de Brito Chaves morreu em julho de 2022, após ser atingido por um disparo de arma de fogo durante uma confusão em um bar no bairro Interlagos, em Linhares.
Os réus Jonathan Lopes, Ademar Bonde Fialho Filho e Cristiano Pereira respondem por homicídio qualificado consumado e três tentativas de homicídio.
Segundo a Polícia Civil, a confusão começou depois que dois homens foram retirados do estabelecimento pela equipe de segurança. Conforme as investigações, os acusados teriam planejado uma vingança do lado de fora do bar.
Além da morte de Rafael, outro frequentador do estabelecimento ficou ferido durante a ocorrência.
Com a anulação das sessões já realizadas, o julgamento deverá ser reiniciado com a formação de um novo Conselho de Sentença, composto por jurados diferentes dos que participaram das sessões anteriores.




