Após a reação negativa ao reajuste salarial de 4% para os servidores estaduais, o Governo do Espírito Santo esclareceu que a proposta foi elaborada com base na responsabilidade fiscal e no equilíbrio das contas públicas. O Executivo destacou que mantém um diálogo constante com as categorias e que, desde 2019, vem adotando diversas medidas para valorizar o funcionalismo estadual.
Em nota oficial, o Governo informou que o reajuste proposto leva em conta o impacto orçamentário e tem como objetivo assegurar a continuidade dos serviços públicos à população. De acordo com o governo, qualquer política de aumento salarial deve ser cuidadosamente analisada para não prejudicar as finanças do Estado nem comprometer a execução de políticas públicas essenciais.
A gestão estadual ainda ressaltou ações anteriores para valorizar os servidores, como reajustes salariais passados, aumento no auxílio-alimentação, atualização das diárias de viagem e a correção de 10% para carreiras em extinção. Os planos de cargos e carreiras também continuam em vigor, permitindo progressões e promoções com impacto no salário.
Sobre categorias específicas, como os Agentes de Suporte Educacional, o governo informou que concedeu um reajuste de 8% no final de 2025, benefício este estendido a outros servidores da Educação.
Outro ponto abordado foi a acusação de que o Estado estaria substituindo servidores efetivos por terceirizados. O governo refutou a alegação, afirmando que há concursos públicos em andamento e seleções realizadas nos últimos anos em diversas áreas da administração estadual.
A nota oficial do Executivo ocorre após protestos de servidores no Centro de Vitória, onde o reajuste de 4% foi considerado insuficiente, dado o histórico de perdas salariais. Os manifestantes também cobraram reestruturação das carreiras. A mobilização reuniu trabalhadores de várias áreas do serviço público estadual e deve continuar nas próximas semanas, conforme previsto pelas entidades representativas.
Apesar da insatisfação, o governo reiterou que mantém canais de negociação abertos com sindicatos e associações, destacando que o diálogo é essencial para conciliar a valorização do funcionalismo com a sustentabilidade das finanças estaduais.




