sexta-feira, 28 agosto, 2026
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Jovem de 25 anos confessa incêndios contra viaturas da PM em Linhares, diz polícia

O jovem Lecione Oliveira dos Santos, de 25 anos, preso na quinta-feira (27) suspeito de incendiar uma viatura da Polícia Militar em Linhares, no Norte do Espírito Santo, também é investigado por outro ataque contra um veículo da corporação, ocorrido em abril.

Segundo a Polícia Civil, Lecione confessou os dois crimes e afirmou que agiu motivado por uma revolta pessoal e com a intenção de atingir o Estado.

O primeiro incêndio ocorreu em abril, no bairro José Rodrigues Maciel. Na ocasião, uma viatura da PM que estava estacionada em uma rua localizada atrás do batalhão foi tomada pelas chamas. Ninguém ficou ferido.

O segundo ataque aconteceu na sexta-feira (21), no mesmo local do primeiro incêndio, e foi registrado por câmeras de segurança.

As imagens mostram Lecione chegando de motocicleta, usando uma mochila. Ele estaciona próximo à viatura e, antes de agir, faz uma dancinha. Em seguida, mexe na mochila e a coloca sobre o capô do veículo.

Poucos segundos depois de deixar o local, a mochila explode, provocando um incêndio. As chamas rapidamente se espalham pela viatura da Polícia Militar.

O fogo também atingiu uma picape Fiat Toro que estava estacionada atrás do veículo da corporação. A viatura ficou destruída, enquanto a picape sofreu danos provocados pelas chamas.

Prisão

De acordo com a Polícia Civil, Lecione foi localizado em casa, no bairro Santa Cruz. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram drogas, um colete à prova de balas, câmeras de segurança e rádios comunicadores.

A motocicleta utilizada no segundo ataque também foi apreendida e encaminhada para um pátio credenciado pelo Detran.

A Polícia Civil informou que o jovem foi autuado por incêndio e por adulteração, remarcação ou supressão do número de chassi, motor, placa ou qualquer outro sinal identificador de veículo ou de seus componentes, sem autorização legal.

Ainda segundo a corporação, Lecione confessou os dois ataques e declarou que tinha uma revolta pessoal e pretendia atingir o Estado.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias dos crimes e verificar se há outras pessoas envolvidas nos ataques