A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (30), Cosme Damasceno, de 50 anos, suspeito de participar do assassinato do ativista Jonas Soprani, crime ocorrido em junho de 2021, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. De acordo com a investigação, ele teria atuado como intermediário da execução e dirigido o veículo utilizado para levar os executores ao local do crime e dar apoio à fuga.
Segundo a corporação, equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica localizaram o suspeito em uma residência no bairro Vila Prudêncio. Cosme recebeu os policiais no imóvel e foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.
A prisão preventiva havia sido decretada pela Justiça em 30 de novembro de 2021, após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Já o mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Linhares em julho de 2025.
Conforme a denúncia do MPES, Cosme fez a ligação entre o suposto mandante do crime e os responsáveis pela execução de Jonas Soprani. Além disso, ele é acusado de conduzir o carro utilizado para transportar os atiradores até o local do homicídio e auxiliá-los na fuga após os disparos.
Ativista foi morto a tiros em um bar
Jonas da Silva Soprani, de 48 anos, foi assassinado a tiros em 23 de junho de 2021, enquanto estava em um bar no bairro Novo Horizonte, em Linhares. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192), mas morreu no Hospital Rio Doce.
Durante o ataque, José Roberto Bobbio também foi baleado, sendo atingido por um tiro na perna, e sobreviveu.
Caso já teve primeiro condenado
Em junho deste ano, Genebaldo Carlos da Fonseca tornou-se o primeiro condenado pelo crime. Ele recebeu pena de 59 anos e seis meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio. Segundo a acusação, foi responsável por indicar os executores e colaborar na ocultação de provas.
Além de Cosme Damasceno e Genebaldo Carlos da Fonseca, a investigação aponta Waldeir de Freitas Lopes como o suposto mandante do assassinato e José Natalino Santos Mendes como o executor dos disparos.





