O julgamento de Almando Batista Vieira Junior, acusado de matar o dentista Edgleyson Abrão da Silva, teve início nesta sexta-feira (3), no Fórum Desembargador Santos Neves, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. O réu responde pelo crime perante o Tribunal do Júri.
Edgleyson, de 28 anos, foi encontrado morto em 20 de novembro de 2023, em uma área de restinga na região de Meleiras, em Conceição da Barra. Sete dias após a localização do corpo, Almando foi preso e confessou o homicídio na Delegacia Regional de São Mateus.
Em depoimento, afirmou que o crime ocorreu após uma discussão com a vítima. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o acusado responde por homicídio qualificado por motivo fútil e por utilizar recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele também é acusado de fraude processual, ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo.
Na manhã do julgamento, familiares e amigos de Edgleyson se reuniram em frente ao fórum com faixas pedindo justiça. Entre eles estava Edneuza da Silva, amiga da vítima, que destacou a trajetória do dentista.
“Muita gente fala que quem mora na periferia não tem como crescer, ter uma faculdade. Ele conquistou isso, e o rapaz fez isso com ele. Queremos justiça”, afirmou.
A defesa, representada pelo advogado Higor Oliveira, sustenta que Almando agiu em legítima defesa e afirma que as provas constantes no processo corroboram essa versão.
“Com as provas que estão nos autos desde o começo, provaremos que ele agiu em legítima defesa. No local, no momento do crime, só estavam os dois. Tudo o que foi falado e veiculado são falácias sem base legal”, declarou.
De acordo com o Ministério Público, estavam previstos os depoimentos de três policiais civis, uma testemunha de defesa e da mãe do réu. No entanto, ela não compareceu ao julgamento após passar mal.
As investigações da Polícia Civil apontam que Edgleyson foi morto com um disparo na cabeça dentro do próprio carro. O veículo foi encontrado carbonizado na região de Meleiras.
Em 2023, o pai da vítima, Edson da Silva, afirmou que o dentista e o acusado mantinham um relacionamento amoroso havia cerca de um ano e meio. Já o réu declarou à Polícia Civil que os dois eram apenas amigos.




