Um vereador de Sooretama denunciou, por meio das redes sociais, uma situação encontrada no cemitério localizado no Centro da cidade. Às vésperas do feriado de Finados, quando famílias visitam os túmulos para homenagear seus entes queridos, Klysmam Marcelino relatou ter encontrado diversas ossadas armazenadas em sacolas plásticas, dentro de uma estrutura no próprio cemitério.
A denúncia foi publicada nas redes sociais do parlamentar após uma visita ao local para verificar as condições de limpeza e preparação do espaço para receber os visitantes durante o Dia de Finados.
“Todos os anos, nos dias que antecedem o Dia de Finados, visitamos os cemitérios para verificar as condições de limpeza e preparação dos espaços para receber as pessoas que vão homenagear seus entes queridos. Ao chegarmos aqui, encontramos uma situação deplorável”, afirmou.
Segundo o vereador, os restos mortais teriam sido retirados das sepulturas e armazenados em uma pequena construção dentro do cemitério.
“Estão desenterrando pessoas e empilhando os corpos em uma casinha dentro do cemitério”, declarou.
Klysmam também cobrou esclarecimentos sobre a autorização para a retirada e o armazenamento dos restos mortais. O parlamentar destacou a preocupação com o respeito às famílias dos falecidos e levantou questionamentos sobre possíveis riscos à saúde pública.
“Precisamos saber quem autorizou a retirada desses restos mortais e empilhar nessas casinhas. Além de representar um desrespeito aos familiares das pessoas falecidas, a situação também levanta preocupações de saúde pública”, ressaltou.
Além da denúncia, o vereador chamou a atenção para a lotação do cemitério e a necessidade de medidas para ampliar sua capacidade. Segundo ele, não há movimentações visíveis para a construção de um novo espaço ou aquisição de terrenos para expansão.
“Sabemos que o cemitério está lotado, mas não vemos movimentação para a construção de um novo espaço ou para a compra de terrenos que permitam sua ampliação”, concluiu.
Até o momento, o relato apresentado pelo vereador não esclarece quem autorizou o procedimento nem quais são as condições administrativas e sanitárias do armazenamento dos restos mortais. O caso levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados no cemitério municipal e a necessidade de esclarecimentos por parte dos responsáveis.




