Interditado há 45 dias, o viaduto localizado no km 15 da BR-259, em João Neiva, ainda não tem uma solução técnica definida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O órgão informou que continua avaliando alternativas para a estrutura e considera, entre as possibilidades, a demolição.
Em nota, o DNIT afirmou que as avaliações técnicas seguem em andamento e que, caso seja confirmada a necessidade de demolir a estrutura, os procedimentos para a intervenção poderão ser iniciados em breve.
“Caso seja confirmada a necessidade de demolição da estrutura, os procedimentos para essa intervenção poderão ser iniciados em breve. Neste momento, portanto, ainda não há uma data definitiva para a conclusão da recuperação e a plena liberação do viaduto, uma vez que essa definição depende da conclusão das avaliações e da confirmação da solução técnica”, informou o órgão.
O viaduto, construído sobre o Córrego Treviso Grande, foi interditado em 18 de agosto, após avaliações técnicas identificarem uma falha estrutural. Segundo o DNIT, a interdição foi adotada de forma preventiva para preservar a segurança dos usuários da rodovia e das equipes que atuam no local.
Desvio provisório foi liberado dez dias após interdição
Com a interdição, os motoristas precisaram inicialmente utilizar rotas alternativas indicadas pelo DNIT, que aumentavam os deslocamentos em até 74 quilômetros.
Dez dias depois, foi liberado um desvio provisório construído ao lado do viaduto. A estrutura permitiu o restabelecimento da circulação de veículos entre os quilômetros 0 e 106 da BR-259.
DNIT negocia ampliação do desvio
Enquanto avalia uma solução definitiva para o viaduto, o DNIT também trabalha na ampliação do desvio provisório, conhecido como bypass.
A proposta é aumentar a largura da pista para permitir a circulação simultânea de veículos nos dois sentidos. Atualmente, o tráfego é controlado pelo sistema de “pare e siga”.
Para viabilizar a intervenção, o DNIT informou que mantém tratativas com a Vale, responsável pela faixa de domínio ferroviária utilizada na área. A intenção é construir um bypass mais largo, permitindo a eliminação do sistema de “pare e siga”.
Segundo o órgão, a mudança também deve reduzir os impactos provocados pela operação em pista única, especialmente diante do fluxo de veículos de carga.
Enquanto a ampliação não é viabilizada, o desvio provisório segue sendo monitorado pelo DNIT e recebe reparos localizados no revestimento asfáltico.




