Na confusão protagonizada pelo cantor Ed Motta, no restaurante Grado, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, no último sábado, um cliente levou socos, foi atingido por uma garrafa de vidro na cabeça e precisou levar sete pontos. O episódio é investigado pela 15ª DP (Gávea), que, nesta quinta-feira, informou que tenta identificar o autor dessas agressões, que pode responder por lesão corporal
Em sua mesa, Ed Motta estava acompanhado de Diogo Coutinho do Couto, proprietário dos restaurantes Escama e Quinta da Henriqueta, e de um homem que seria primo de Diogo. De acordo com a delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP, este terceiro indivíduo é quem teria desferido os socos e lançado a garrafa. Havia ainda com o cantor, mais duas mulheres e um quarto homem.
— Nós já estamos com as diligências em andamento para tentar identificar e intimidar esse primo do Diogo, que também já foi chamado para ser ouvido, mas disse que está viajando. Com relação ao Ed Motta, ele ainda não prestou declarações, mas ainda não sei se será necessário, porque parece que ele saiu antes das agressões. Para definir isso, estou aguardando o gerente do Grado vir à delegacia como testemunha para contar o que realmente aconteceu. Ele viria hoje às 11h, mas pediu para remarcar porque o advogado está viajando — afirmou.
Após as agressões, a vítima, um homem de 28 anos, buscou atendimento médico no Hospital Samaritano, em Botafogo. Em seguida, dirigiu-se à delegacia.
Em depoimento, ele contou que, na madrugada de sábado para domingo, por volta da 0h, estava jantando com sua família e amigos. À sua frente, havia uma mesa com um grupo de seis pessoas (quatro homens e duas mulheres), de onde Ed Motta se levantou, derrubou uma cadeira que estava na mesa da vítima e foi embora. Em seguida, começou uma discussão entre integrantes das duas mesas. Neste momento, um homem com sotaque português se dirigiu até a vítima e o atingiu com um soco no rosto. A vítima afirma que não revidou e decidiu levantar e ir embora. Ao se encaminhar para a saída do estabelecimento, o mesmo agressor lançou uma garrafa de vidro pelas suas costas. O item atingiu o lado esquerdo de sua cabeça. Por fim, o autor das agressões e seu grupo deixou o local.
— Depois de ouvir todos os envolvidos, vamos encaminhar esse procedimento para o Juizado Especial Criminal (Jecrim), já que lesão corporal é um crime considerado de menor potencial ofensivo. Então, o caso vai direto para o Quarto Juizado Especial Criminal, no Leblon. Crimes de menor potencial ofensivo, após as partes serem ouvidas e qualificadas, são remetidos para o Jecrim — explicou delegada.




