quarta-feira, 1 julho, 2026
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PM da reserva é preso por suspeita de agredir ex-companheira durante confusão em bar de São Mateus

Um policial militar da reserva, de 59 anos, foi preso na noite de terça-feira (30) após uma confusão em um bar localizado no bairro Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. A ocorrência envolveu a ex-companheira do militar e também resultou na prisão de um jovem de 23 anos por porte ilegal de arma de fogo.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada após denúncias de que um homem armado estaria ameaçando uma mulher e efetuando disparos para o alto no estabelecimento. Ao chegarem ao local, os policiais flagraram o jovem escondendo uma pistola calibre 9 milímetros atrás da porta da cozinha do bar.

Aos militares, o rapaz afirmou que recolheu a arma do chão após presenciar a discussão entre o casal. Segundo ele, a intenção era impedir que o armamento fosse utilizado durante a briga.

Ainda conforme a PM, a mulher relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro e apresentava lesões, sendo encaminhada para atendimento médico. Após receber alta, ela foi levada à Delegacia Regional de São Mateus, onde, segundo a corporação, desacatou e agrediu os policiais durante a ocorrência.

O policial militar da reserva compareceu posteriormente à delegacia e apresentou sua versão dos fatos. Ele afirmou que entrou em luta corporal com a ex-companheira para se defender das agressões. Também declarou que entregou sua arma de fogo a uma pessoa que estava no local, mas que outro homem acabou ficando com o armamento. O militar também apresentava ferimentos e foi encaminhado para atendimento médico.

Segundo a Polícia Civil, o jovem de 23 anos foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Como não pagou a fiança estipulada, foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP).

Já o policial militar da reserva foi autuado em flagrante por lesão corporal qualificada, com base na Lei Maria da Penha, e encaminhado ao presídio militar, em Vitória.

A mulher, de 38 anos, assinou um Termo Circunstanciado (TC) pelo crime de resistência à ação policial e foi liberada após assumir o compromisso de comparecer à Justiça quando convocada.