O número de motoristas autuados por dirigir usando calçados inadequados mais que dobrou em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Dados do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES) apontam que, entre janeiro e junho deste ano, 645 condutores foram flagrados cometendo a infração. No mesmo período de 2025, foram registradas 293 autuações, o que representa um aumento de 120%.
O que prevê a legislação
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) proíbe a condução de veículos com calçados que não se firmem aos pés ou que prejudiquem o acionamento dos pedais. A infração é de natureza média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A regra vale para motoristas e motociclistas.
Segundo o comandante da Guarda Municipal de Colatina, Dário Medeiros, a norma tem como principal objetivo garantir a segurança no trânsito. De acordo com ele, chinelos, sandálias sem apoio no calcanhar e sapatos de salto alto podem escapar dos pés ou dificultar o controle dos pedais, aumentando o risco de acidentes.
“Um calçado que não se fixa ao pé pode facilmente sair da posição e enroscar no pedal de uma motocicleta ou carro. Isso pode gerar uma situação de risco”, alerta.
Condutores admitem descumprir a regra
Mesmo cientes da proibição, alguns motoristas confessam que ainda dirigem usando chinelos, principalmente em trajetos curtos. O mecânico Romeu Sales contou à TV Gazeta que, em momentos de pressa, acaba saindo de moto sem trocar o calçado.
“Na hora da pressa, a gente sai e coloca um chinelinho. Às vezes para abastecer ou ir ao mercado. Aí a gente só coloca rapidinho ou acaba esquecendo mesmo”, relata.
Já outros condutores afirmam que preferem seguir a recomendação por questões de segurança. O empresário Douglas Finck diz que sempre utiliza calçados fechados ao dirigir.
“Uso sempre sapato fechado, para não correr o risco de sofrer lesões caso tenha algum acidente”, afirma.
O motorista Cristiano Vago também reforça a importância de respeitar a legislação.
“Tem que tomar cuidado. É segurança e é lei”, destaca.





