segunda-feira, 31 agosto, 2026
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Homem é preso em flagrante com 35 cigarros eletrônicos durante operação em João Neiva

Um homem de 31 anos foi preso em flagrante por contrabando de cigarros eletrônicos em João Neiva, no Norte do Espírito Santo. A prisão aconteceu na quinta-feira (27), durante a Operação Sentinela, da Polícia Civil.

Segundo a polícia, o homem e a companheira são investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão relacionados ao casal. As ordens judiciais foram cumpridas em duas residências e cinco estabelecimentos comerciais: uma distribuidora de bebidas, uma lanchonete, um bar e duas lojas de roupas femininas.

Durante as buscas, os policiais encontraram 35 cigarros eletrônicos em um dos estabelecimentos. De acordo com a Polícia Civil, os produtos seriam destinados à venda. A comercialização desses dispositivos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além dos cigarros eletrônicos, celulares e notebooks foram apreendidos e serão analisados pelos investigadores em busca de elementos que possam contribuir com o inquérito. Dois veículos utilizados pelos investigados também foram apreendidos. Segundo a polícia, os automóveis não estão registrados em nome do casal.

Investigação aponta aumento repentino de patrimônio

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Polícia de João Neiva, Ricardo Barbosa, o casal apresentou uma ascensão econômica repentina e passou a manter um padrão de vida que, segundo a investigação, seria incompatível com a renda dos estabelecimentos comerciais.

“Nesses locais, verificou-se que eles têm uma capacidade financeira que não condiz com a realidade. Toda a comercialização não tem nenhum tipo de documento”, afirmou o delegado.

Ainda segundo Barbosa, após o início das investigações, empresas ligadas aos suspeitos passaram a ser registradas em nome de familiares. Para a polícia, a mudança pode ter sido uma tentativa de ocultar o patrimônio.

“Depois que a investigação iniciou, eles fragmentaram as empresas entre parentes. Uma empresa passou a pertencer à irmã dessa investigada e um bar passou a pertencer ao avô da investigada. Então, a gente está vendo que eles estão pulverizando as empresas entre familiares na tentativa de esconder esse patrimônio”, explicou.

O homem foi preso em flagrante e autuado por contrabando. Segundo o delegado, a investigação relacionada a esse crime será encaminhada à Justiça Federal, enquanto as demais apurações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil.