O Espírito Santo registrou 516 homicídios dolosos, incluindo feminicídios, entre janeiro e setembro de 2026, segundo balanço da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). O número é o menor registrado para os primeiros nove meses de um ano desde o início da série histórica, em 1996.
Em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 580 homicídios, houve uma redução de 11%, com 64 mortes a menos.
Setembro também apresentou o menor número de homicídios para o mês desde o início da série histórica. Foram 54 ocorrências, contra 58 registradas em setembro de 2024, até então o menor resultado.
Sul e Grande Vitória apresentam redução
A Região Sul teve a maior queda proporcional no acumulado de janeiro a setembro. Foram registrados 32 homicídios, contra 43 no mesmo período de 2025, uma redução de 25,6%. Em setembro, foram contabilizados três casos.
Na Grande Vitória, os homicídios passaram de 296 para 234 no período analisado, uma queda de 20,9%. Segundo a Sesp, todos os municípios da região apresentaram redução. Em Viana, a queda chegou a 33%.
No Noroeste do Estado, foram registrados 78 homicídios nos primeiros nove meses de 2026, contra 87 no mesmo período do ano passado, o que representa uma redução de 10,3%.
Na contramão desse cenário, as regiões Norte e Serrana registraram aumento nos homicídios, de 5,6% e 37,9%, respectivamente.
De acordo com a Sesp, os indicadores são utilizados para orientar o planejamento das operações de segurança e definir áreas prioritárias para atuação das forças policiais.
54 municípios não tiveram homicídios em setembro
Dos 78 municípios do Espírito Santo, 54 não registraram homicídios em setembro, o equivalente a cerca de 69% das cidades do Estado.
Entre os municípios sem ocorrências estão Mucurici, Santa Leopoldina, Muqui, Guaçuí, Divino de São Lourenço, Bom Jesus do Norte, Rio Novo do Sul, Alfredo Chaves e Iconha. Conforme o balanço da Sesp, essas nove cidades estão há mais de um ano sem registrar homicídios.
O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, atribuiu a redução à atuação integrada das instituições.
“Além das forças de segurança, participam desse resultado o Poder Judiciário, o Ministério Público, a assistência social e os direitos humanos”, afirmou.
Segundo a Sesp, as ações fazem parte do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, que reúne iniciativas de prevenção, investigação, inteligência e repressão à criminalidade no Espírito Santo.




