O Espírito Santo está entre os estados da Região Sudeste que registraram aumento nas ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao metapneumovírus.
Apesar da tendência de alta, o estado não está em nível de alerta nem apresenta sinal de crescimento sustentado da doença, segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (1º).
Os dados são referentes à Semana Epidemiológica 38, que compreende o período de 20 a 26 de setembro.
Além do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo também registram aumento da circulação do metapneumovírus. No entanto, o cenário mais preocupante no país está concentrado no Rio de Janeiro e em Sergipe, onde o avanço do metapneumovírus e do rinovírus ocorre principalmente entre crianças de até 4 anos.
Panorama nacional
Em todo o país, o levantamento da Fiocruz aponta tendência de aumento na incidência de metapneumovírus e de Sars-CoV-2, o vírus causador da Covid-19. Apesar disso, os registros de Covid-19 permanecem em níveis baixos na maior parte do Brasil, com pequenos sinais de crescimento restritos ao Acre e a São Paulo.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, os vírus com maior prevalência entre os testes laboratoriais positivos foram:
- Rinovírus: 52,4%;
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 18,1%;
- Influenza B: 6,7%;
- Sars-CoV-2 (Covid-19): 4,0%;
- Influenza A: 3,2%.
Ao todo, o Brasil já notificou 157.908 casos de SRAG em 2026.
A recomendação é que a população fique atenta aos sinais de agravamento de doenças respiratórias, como febre alta, cansaço intenso e dificuldade para respirar. Crianças e idosos estão entre os grupos que exigem maior atenção, sendo indicado buscar atendimento médico diante de sintomas graves ou persistentes.




