A falta de chuvas e a queda nos níveis dos reservatórios levaram a Prefeitura de Marilândia, no Noroeste do Espírito Santo, a decretar estado de alerta hídrico. Entre as medidas estabelecidas está a proibição temporária da captação particular de água em duas lagoas do município para irrigação agrícola e outras atividades produtivas.
A decisão foi oficializada nesta quinta-feira (29), por meio do Decreto Municipal nº 6.237/2026, assinado pelo prefeito Augusto Astori Ferreira. O documento considera a redução da disponibilidade de água, a diminuição das vazões dos rios e as previsões climáticas relacionadas ao fenômeno El Niño 2026/2027.
A restrição abrange estruturas e instalações da Lagoa de Liberdade e da Lagoa de São Pedro, também conhecida como Lagoa José Osmar Lorenzoni, que estejam sob controle da Prefeitura ou do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).
Segundo a administração municipal, a prioridade neste período é assegurar o abastecimento de água para o consumo humano e dos animais. A medida está alinhada à Política Nacional de Recursos Hídricos, que estabelece essas finalidades como prioritárias em situações de escassez.
População deve adotar medidas de economia
Além da proibição de captação nas lagoas, o decreto recomenda que moradores e estabelecimentos comerciais reduzam o consumo de água. Entre as orientações estão evitar lavar calçadas, garagens e veículos com água potável, diminuir o tempo de banho e providenciar o conserto de possíveis vazamentos.
Os lava-jatos também serão orientados a adotar práticas para economizar água. No meio rural, produtores receberão informativos e orientações da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
Outra medida prevê restrições à lavagem de ruas e espaços públicos com caminhões-pipa. Na região central, a limpeza das avenidas Dom Bosco e São Tarcísio deverá ocorrer apenas de maneira esporádica e mediante justificativa.
SAAE vai monitorar situação dos reservatórios
Durante o período de alerta, caberá ao SAAE acompanhar os níveis e a qualidade da água nas lagoas, além de avaliar alternativas para manter o abastecimento no município.
De acordo com o decreto, a medida tem caráter preventivo e permanecerá em vigor enquanto persistirem as condições de estiagem e escassez hídrica que motivaram sua publicação.




