Um caminhão furtado na madrugada desta quarta-feira (3), em Marilândia, no Noroeste do Espírito Santo, foi recuperado poucas horas após o crime em Governador Valadares, Minas Gerais.
Segundo informações da Polícia Militar, o veículo estava estacionado no pátio de uma empresa de café localizada no distrito de Sapucaia quando foi levado por criminosos.
Ao perceber o furto, o proprietário acionou o sistema de rastreamento do caminhão, que indicou a localização do veículo em um posto de combustíveis no bairro Santa Paula, nas proximidades da BR-116, em Governador Valadares.
O caminhão foi encontrado abandonado e recuperado graças ao monitoramento realizado pelo rastreador. O caso será investigado para identificar os responsáveis pelo furto.
Um casal suspeito de envolvimento em uma série de furtos a farmácias em Colatina foi detido pela Polícia Militar na tarde desta quarta-feira (3), no bairro São Cristóvão, em Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo.
Segundo a PM, os suspeitos trafegavam em uma motoneta quando foram abordados na rodovia enquanto seguiam em direção a São Gabriel da Palha. Durante a ação, os policiais encontraram diversos produtos supostamente furtados, entre eles cosméticos, roupas, itens de higiene pessoal e três aparelhos celulares.
Inicialmente, o casal negou participação nos crimes. No entanto, após ser informado de que as ações haviam sido registradas por câmeras de videomonitoramento, os dois confessaram os furtos. A mulher também relatou aos policiais que havia mais mercadorias furtadas armazenadas em sua residência, localizada no bairro Colúmbia, em Colatina.
Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Nova Venécia para os procedimentos cabíveis. O homem ainda foi autuado por conduzir a motoneta sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O veículo foi removido e todo o material apreendido.
Em nota, a Polícia Civil informou que os envolvidos estão sendo ouvidos na Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Nova Venécia. De acordo com a corporação, a definição das medidas a serem adotadas ocorrerá após a conclusão dos depoimentos.
Um motorista de 60 anos morreu em um grave acidente de trânsito na noite de quarta-feira (3), na rodovia que liga Linhares ao balneário de Pontal do Ipiranga, na região Norte do Espírito Santo. A colisão ocorreu por volta das 20h30, em uma curva, e envolveu uma Ford Ranger, uma Chevrolet S10 e um caminhão. A vítima foi identificada como Heraldo Antonio de Angeli.
Segundo a Polícia Militar, a Ranger e a S10 seguiam no sentido Linhares–Pontal do Ipiranga, enquanto o caminhão trafegava na direção contrária. De acordo com a apuração no local, o motorista da Ranger tentou realizar uma ultrapassagem, mas não conseguiu retornar à sua faixa. O veículo acabou permanecendo na contramão e colidiu frontalmente com o caminhão. A S10 tentou desviar, mas teve a parte dianteira atingida.
Com o impacto, Heraldo morreu no local. O óbito foi confirmado por uma equipe do Corpo de Bombeiros. O motorista da S10 não se feriu e realizou o teste do bafômetro, que deu negativo para álcool. Após os procedimentos, os veículos foram removidos, e o condutor do caminhão foi encaminhado à Delegacia Regional de Linhares para prestar esclarecimentos.
O corpo da vítima foi levado à Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Linhares para necropsia e posterior liberação aos familiares. O motorista do caminhão foi ouvido e liberado, conforme o Código de Trânsito Brasileiro, já que permaneceu no local e não havia indícios de crime. O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Linhares.
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (3) que o SUS (Sistema Único de Saúde) irá disponibilizar a vacina pneumocócica 20, que oferece proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora de doenças como pneumonia, meningite e otite média.
O ministro Alexandre Padilha disse que as doses devem ser aplicadas a partir da segunda metade de junho. O novo imunizante irá substituir outras três vacinas: as conjugadas pneumo 10, pneumo 13 e a polissacarídica 23.
As doses serão ofertadas a crianças menores de cinco anos. Também podem receber a vacina, segundo a Saúde, os povos indígenas maiores de cinco anos de idade e sem histórico vacinal com pneumo conjugada, idosos com 60 anos ou mais acamados ou institucionalizados, além de pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos CRIE (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais).
Segundo o Ministério da Saúde, a transição será feita de forma gradual, mantendo o esquema vacinal básico para crianças com uma dose da pneumo 20 aos 2 meses de idade, uma dose da pneumo 10 aos 4 meses e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses. “As vacinas VPC13 e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferentes”, diz a Saúde.
Após o esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a pneumo 20, afirma ainda a pasta. Padilha disse que a nova vacina “adiciona outros sorotipos, ampliando a cobertura vacinal e a produção das nossas crianças”.
O ministério afirma que 514 mil doses já foram entregues aos estados. Os imunizantes serão repassados aos municípios. A previsão é disponibilizar mais de 4,5 milhões de doses até o fim de junho, diz a pasta.
“O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada que pode levar à morte”, diz o Ministério da Saúde.
A órgão afirma que foram registrados 4.600 casos de meningite pneumocócica e 1.400 óbitos no Brasil de 2023 a 2025, “o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%”. Entre crianças menores de cinco anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período, diz ainda a Saúde.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro da nova vacina em dezembro de 2023. As doses começaram a ser aplicadas em 2025 na rede privada, com custo de cerca de R$ 500, segundo o ministério.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote da água mineral sem gás Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto.
A medida foi publicada nesta quarta-feira (3/6) e afeta exclusivamente o lote LZ1 VAL200127, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda. em Luziânia, Goiás.
Segundo a fabricante, o lote reúne cerca de 374,4 mil garrafas de 500 ml que foram distribuídas no Distrito Federal, em cidades vizinhas de Goiás, no Tocantins e no interior de São Paulo. A maior parte das unidades foi enviada ao Distrito Federal, que recebeu mais de 230 mil garrafas.
A contaminação foi descoberta durante uma ação rotineira de monitoramento da Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Uma amostra da água foi encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria.
O resultado foi posteriormente confirmado em um teste de contraprova, procedimento previsto pelos protocolos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
Após a confirmação, a Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal determinou a interdição local do lote e comunicou o caso à Anvisa, que publicou a resolução informando o recolhimento voluntário do produto.
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada no meio ambiente, incluindo solo e água. Sua presença em água mineral engarrafada é considerada uma não conformidade sanitária porque pode indicar falhas nos processos de captação, tratamento, envase ou controle de qualidade do produto.
Apesar da identificação da bactéria, a fabricante informou à Anvisa que não havia recebido reclamações de consumidores relacionadas ao lote afetado até o momento da divulgação da medida. A empresa também afirmou ter iniciado imediatamente o recolhimento do produto junto às distribuidoras e estimou que cerca de 99,2% das unidades já haviam sido retiradas do mercado ou não estavam mais disponíveis para venda.
A orientação para consumidores é verificar se possuem em casa unidades do lote LZ1 VAL200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027.
Quem tiver garrafas desse lote não deve consumi-las e deve aguardar as orientações da empresa para devolução e reembolso.
Além do recolhimento, a resolução da Anvisa impede a comercialização, distribuição e uso das unidades afetadas. A agência ressaltou que, até o momento, as evidências apontam para uma ocorrência restrita ao lote identificado e que a investigação continua em andamento.
A fabricante informou ainda ter apresentado à Anvisa documentos sobre uma investigação interna para apurar as possíveis causas da contaminação e afirmou estar colaborando com as autoridades sanitárias.
Homem foi encontrado morto no local | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Um homem foi morto a tiros na BR-101, a cerca de 100 metros do bairro Palmito, em Jaguaré, no início da tarde dessa terça-feira (02). Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência de homicídio no trecho.
Quando a equipe chegou ao local, uma ambulância da Ecovias já atendia a vítima e confirmou o óbito por disparos de arma de fogo. No bolso do homem, que estava em uma bicicleta, foram encontradas duas buchas de maconha.
A perícia foi acionada. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia (DP) de Jaguaré e que, por enquanto, detalhes da apuração não serão divulgados.
O corpo foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), da Polícia Científica, em Linhares, para ser necropsiado e, posteriormente, liberado para os familiares.
Festival Maior Moqueca do Mundo, em Conceição da Barra. Foto: Smilei Duques
A cidade de Conceição da Barra, no Litoral Norte do Espírito Santo, se prepara para receber a 8ª edição do Festival da Maior Moqueca do Mundo entre os dias 3 e 7 de junho. O evento acontece no tradicional cais do município.
A programação de cinco dias reúne gastronomia, turismo, música e manifestações culturais capixabas. O grande destaque é a preparação da tradicional maior moqueca do mundo, comandada pelo chef Roberto Malacarne, proprietário do restaurante Casarão, junto com chefs convidados e cozinheiros locais.
Durante o festival, moquecas em mais de 1.100 panelas de barro serão servidas ao público, acompanhadas de arroz e pirão. Cada panela serve até duas pessoas.
“Estamos preparando a maior edição da história do festival, com uma programação pensada para valorizar a cultura capixaba, fortalecer o turismo e movimentar a economia local”, afirma Roberto Malacarne.
A porção para duas pessoas com arroz, pirão e moqueca, na panela de barro de Goiabeiras – que é brinde – vai sair por R$ 100.
Ingredientes da maior moqueca
Para preparar a maior moqueca do mundo serão utilizados 600 quilos de peixe, 300 quilos de tomate, 200 quilos de cebola e 250 maços de tempero verde. A receita inclui ainda 30 litros de óleo de urucum, 30 litros de azeite de oliva, 50 quilos de farinha, 80 quilos de arroz e 15 quilos de alho descascado.
O evento conta com dezenas de barracas gastronômicas oferecendo pratos à base de frutos do mar e sabores típicos da culinária barrense. Entre as opções estão pastel de moqueca de camarão, camarão à parmegiana, bolinho de moqueca, acarajé com moquequinha de caranguejo e beiju do Sapê do Norte.
Moqueca de cação com camarão, bolinho de moqueca de peixe, empada de moquequinha de camarão e churros com moquequinha de camarão são alguns dos pratos que serão vendidos na 8ª edição do Festival da Maior Moqueca do Mundo. Fotos: Smilei Duques.
Programação musical e cultural
A programação musical inclui artistas como Ty Henry, Rafael Bidu, Parmenio, Cadu Caruzo e a tradicional Bandinha Pôr do Sol. O festival também terá apresentações do Grupo Folclórico Jongo de Santana e a coroação da Miss Conceição da Barra, Alana Carneiro.
Os shows começam na quarta-feira (3) com sarau de poesia e Tim Cruz. No sábado e domingo, a preparação da moqueca se inicia às 9h, com previsão de servir o prato às 11h.
8º Festival da Maior Moqueca do Mundo
Data: 3 a 7 de junho Local: Cais de Conceição da Barra Veja as informações completas no Instagram @maiormoquecadomundo Venda antecipada da moqueca aqui
De um lado, produtos livres do novo tarifaço. Do outro, itens ainda ameaçados. ES precisa encontrar soluções para ameaças da cadeia produtiva. Crédito: Ilustração feita com IA
O novo movimento dos Estados Unidos contra produtos brasileiros não recoloca toda a pauta exportadora do Espírito Santo na mesma zona de perigo. O desenho é mais seletivo. E, justamente por isso, exige uma leitura mais fria. Café, pimenta, gengibre, mamão, celulose e minério respiram melhor. Ao mesmo tempo, rochas ornamentais, pescados, café solúvel e aço continuam sob pressão. O problema deixou de ser apenas o tamanho do tarifaço e passou a ser a exposição específica de cada cadeia.
A proposta do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) de aplicar um tarifaço adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras tem exceções relevantes. Nesse sentido, isso reduz o impacto sobre produtos estratégicos para a economia americana e também para o Espírito Santo. No entanto, a lista não elimina o risco. Ela apenas desloca o centro da preocupação.
O setor de rochas naturais é o exemplo mais claro. Uma parte da pauta foi protegida, porém granitos, mármores, ardósias bem como outros materiais seguem potencialmente expostos ao tarifaço.
Veja o risco do tarifaço para cada produto do ES:
Produto capixaba
Situação com as novas medidas dos EUA
Rochas ornamentais trabalhadas
Maior risco imediato. O código HTSUS 6802.99.00 aparece entre as exceções do tarifaço, no entanto granitos, mármores, ardósias e outros materiais podem ficar fora.
Pescados
Risco elevado. Não aparecem com clareza nas exceções e podem sofrer impacto direto da tarifa adicional.
Café solúvel
Risco moderado a alto. Café em grão e vários derivados têm proteção, mas parte do café instantâneo exige análise por código tarifário.
Aço e semimanufaturados de ferro e aço
Risco estrutural. O setor segue submetido à política americana específica para metais, porém fora da lógica comum das exceções brasileiras.
Café em grão
Risco menor no momento. Está entre os produtos protegidos nas exceções do tarifaço.
Pimenta-do-reino
Risco menor. Aparece entre as exceções.
Gengibre
Risco menor. O produto aparece entre as exceções.
Mamão
Risco menor. Também aparece entre os itens preservados do tarifaço.
Celulose
Risco menor. A pauta de polpa química de madeira foi contemplada nas exceções.
Minério de ferro
Risco menor. Está na lista de exceções.
Petróleo bruto
Risco menor. Energia foi tratada como item estratégico preservado do tarifaço.
Há ainda uma segunda camada de incerteza. Além da proposta de tarifaço adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, os Estados Unidos também abriram uma frente global relacionada a trabalho forçado. E possibilidade de cobrança extra de até 12,5% para países sem regras consideradas suficientes de restrição a esse tipo de importação. E, nesse sentido, o Brasil está incluído.
Para o Espírito Santo, esse ponto ainda exige cautela, porque o impacto dependerá do enquadramento final por produto, código tarifário e eventuais exceções. Na prática, ele amplia o risco para cadeias que já estão na zona cinzenta do tarifaço, como rochas, pescados, café solúvel e manufaturados industriais.
Findes prega diálogo sobre tarifaço
A Findes colocou o tarifaço no ponto certo ao defender diálogo técnico e cooperação institucional. O dado mais pesado está no comunicado da entidade. No primeiro quadrimestre de 2026, o Espírito Santo exportou US$ 752,82 milhões (R$ R$ 3,8 bilhões) para os Estados Unidos, o equivalente a 24,32% das vendas externas capixabas.
Com apenas 8 anos de idade, o jovem piloto Gabriel Carrasco Bichi, morador de Nova Venécia, no Norte do Espírito Santo, vem chamando a atenção no cenário esportivo por sua determinação, talento e resultados expressivos nas pistas. O menino, que começou sua história sobre duas rodas ainda muito pequeno, já disputa importantes campeonatos estaduais e nacionais, enfrentando competidores experientes de várias regiões do Brasil.
A paixão pelos motores surgiu cedo. Aos 2 anos de idade, Gabriel ganhou seu primeiro veículo motorizado: um quadriciclo elétrico. O presente foi o início de uma trajetória que hoje inspira amantes do motociclismo e mostra que dedicação e amor pelo esporte não têm idade.
Dois anos depois, aos 4 anos, recebeu seu primeiro quadriciclo a gasolina. Já aos 5 anos, ganhou sua primeira motocicleta de duas rodas e passou a acompanhar o pai nas trilhas da região de Nova Venécia, desenvolvendo habilidade, equilíbrio e confiança em terrenos desafiadores.
Primeira competição e evolução rápida
O grande passo aconteceu em outubro de 2025, quando Gabriel, então com apenas 7 anos, participou de sua primeira prova de motocross no tradicional CT Paulinho Cross, em Nova Venécia. A estreia marcou o início de uma nova fase na vida do jovem atleta.
Desde então, o piloto não parou mais. Entre treinos intensos e competições, Gabriel passou a disputar provas nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia, acumulando experiência e demonstrando evolução impressionante em pouco tempo.
Mesmo com menos de um ano competindo oficialmente, o veneciano já enfrenta pilotos de alto nível em campeonatos importantes.
Destaque nos campeonatos estaduais
Atualmente, Gabriel disputa o Campeonato Capixaba de Motocross, competição que reúne pilotos do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. O jovem ocupa a quarta colocação na classificação geral, resultado considerado expressivo para um atleta tão jovem e com apenas oito meses de experiência no motocross competitivo.
Além disso, ele também participa da Copa Extremo Norte, onde aparece na segunda colocação, consolidando seu nome entre os principais talentos da nova geração do motociclismo capixaba.
Primeira experiência em campeonato brasileiro
Entre os dias 29, 30 e 31 de maio, Gabriel encarou um dos maiores desafios de sua carreira até agora: a disputa do Campeonato Brasileiro de Enduro FIM, realizado em Venda Nova do Imigrante, na região serrana do Espírito Santo.
A competição reuniu pilotos de diversas partes do país e exigiu técnica, resistência e concentração dos participantes. Mesmo sendo sua primeira experiência no enduro, modalidade diferente do motocross, Gabriel surpreendeu.
Na categoria Infantil, ele terminou empatado em pontos com o campeão da prova. O título acabou sendo decidido nos critérios de desempate, mas o desempenho do jovem piloto foi amplamente elogiado por competidores, equipes e familiares.
Classificação Geral – Categoria Infantil
1º Renzo Zagotto – 47 pontos 2º Gabriel Carrasco – 47 pontos 3º Murilo Sperotto – 40 pontos 4º Francisco Arize – 36 pontos 5º Arnaldo Colantonio – 16 pontos
Apesar do vice-campeonato na classificação geral, Gabriel teve um motivo especial para comemorar. No Super Test Kids, prova que reúne os melhores pilotos da categoria em uma disputa emocionante, o capixaba conquistou o lugar mais alto do pódio e sagrou-se campeão.
Um futuro promissor sobre duas rodas
O que mais impressiona na trajetória de Gabriel Carrasco é a rapidez com que vem evoluindo. Com apenas oito meses de motocross e participando pela primeira vez de uma prova de enduro, o jovem já demonstra maturidade, técnica e competitividade dignas de atletas muito mais experientes.
A dedicação aos treinamentos, o apoio da família e a paixão pelo esporte têm sido ingredientes fundamentais para o crescimento do piloto de Nova Venécia, que segue construindo sua história com muito talento e determinação.
Enquanto muitos garotos da sua idade ainda estão descobrindo seus hobbies, Gabriel já acelera rumo a um futuro promissor no motociclismo brasileiro, levando o nome de Nova Venécia para as principais competições do país e mostrando que os sonhos, quando cultivados desde cedo, podem ganhar velocidade e transformar-se em grandes conquistas.
Chicago, 1º de junho de 2026. A sessão plenária da American Society of Clinical Oncology —o maior e mais influente congresso de oncologia clínica do planeta— não costuma ser lugar de emoção fácil. Os médicos e pesquisadores que lotam o auditório são treinados para a frieza dos dados, para o ceticismo metodológico, para a cautela diante de qualquer resultado que pareça bom demais.
Quando os números do estudo RASolute 302 apareceram na tela, a plateia se levantou. Em congressos científicos, aplausos de pé já são incomuns. Lágrimas, mais ainda. Naquele auditório, porém, as duas coisas pareciam inevitáveis.
O daraxonrasib não chegou à ASCO como novidade absoluta. Em abril, a empresa americana Revolution Medicines havia divulgado os primeiros resultados: um comprimido tomado uma vez ao dia havia quase dobrado a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas metastático sem resposta à quimioterapia.
Daraxonrasib é um antineoplásico oral — Foto: Adobestock
Um novo padrão foi estabelecido
O estudo RASolute 302 seguiu o padrão mais rigoroso da medicina: um ensaio clínico randomizado de fase 3. Quinhentos pacientes foram divididos por sorteio em dois grupos —nem os médicos nem os pacientes escolheram quem receberia o quê. Um grupo tomou o comprimido; o outro seguiu com a quimioterapia convencional.
Esse formato existe para eliminar vieses e garantir que qualquer diferença nos resultados seja atribuível ao tratamento, não ao acaso. É o tipo de evidência que a medicina exige antes de mudar um protocolo global. Os resultados foram considerados finais —não há análise pendente, não há dado faltando.
Os números:
No grupo de pacientes com a mutação RAS G12 —a mais comum no câncer de pâncreas—, a sobrevida mediana foi de 13,2 meses com o comprimido contra 6,6 meses com a quimioterapia. Sobrevida mediana significa que metade dos pacientes viveu mais do que isso —e metade, menos.
O risco de morte caiu 60%.
O tempo até a doença voltar a avançar também dobrou: 7,3 meses contra 3,5 meses com a quimioterapia.
Os resultados foram praticamente idênticos quando se analisou o grupo total de pacientes, incluindo aqueles sem mutação RAS identificada.
E mais de 31% dos pacientes que tomaram o comprimido tiveram redução mensurável do tumor —contra 11,2% no grupo de quimioterapia.
Um dado, particularmente, chamou atenção dos pesquisadores: apenas 1,2% dos pacientes que usaram daraxonrasib precisaram interromper o tratamento por efeitos colaterais. No grupo de quimioterapia, essa taxa foi de 11,2%.
A conclusão dos pesquisadores, publicada no Journal of Clinical Oncology, foi direta: o daraxonrasib deve se tornar o novo padrão de tratamento para pacientes com câncer de pâncreas metastático em segunda linha.“Raramente celebramos um medicamento com esse perfil: baixa toxicidade, impacto real em sobrevida e um mecanismo inédito para essa doença”, diz ele. “Eram mais de 500 pacientes com câncer de pâncreas avançado, já sem resposta à quimioterapia, avaliados no desenho mais rigoroso da pesquisa clínica —e com sobrevida dobrada em relação ao padrão anterior. O aplauso em pé foi merecido.”
Stefani destaca o peso estatístico dos resultados:
“Os 13 meses são uma mediana —há pacientes que viveram muito além disso. Mais de 30% tiveram redução objetiva da doença, com duração suficiente para ampliar a sobrevida de forma significativa. E o perfil de toxicidade é manejável, o que, numa doença dessa gravidade, não é um detalhe menor.”
Para ele, o resultado ultrapassa o dado clínico.
“O resultado confirma que estamos avançando numa direção que por muito tempo pareceu fechada —a de oferecer sobrevida real a pacientes para os quais, até agora, pouco havia a fazer.”
Por que é tão difícil tratar
Para quem não acompanhou a história desde o começo, vale entender o tamanho do obstáculo que o daraxonrasib superou.
O câncer de pâncreas mata de um jeito particular. Não avisa. Não dá sintomas no começo. Quando é diagnosticado, cerca de 80% dos casos já estão em estágio avançado ou metastático —espalhado para outros órgãos, fora do alcance de cirurgia.
Nos Estados Unidos, aproximadamente 60 mil pessoas recebem o diagnóstico por ano; 50 mil morrem. No Brasil, são 13 mil novos diagnósticos anuais; cerca de 12 mil morrem. A sobrevida em cinco anos, para a forma metastática, é de cerca de 3%. Uma das mais baixas entre todos os cânceres.
A resistência da doença ao tratamento está, em grande parte, numa proteína chamada RAS —um interruptor celular que, quando mutado, trava na posição “ligado” e não para de ordenar às células que cresçam e invadam. Isso acontece em mais de 90% dos tumores pancreáticos.
Durante décadas, pesquisadores tentaram bloquear o RAS. E falharam. A molécula não oferece uma superfície clara onde uma droga possa se fixar —como uma fechadura cujo miolo foi polido até perder os relevos. A chave entra, mas não encontra onde se firmar. O RAS ficou conhecido na literatura médica comoundruggable: intratável.
O daraxonrasib conseguiu chegar lá, e não apenas numa variante da mutação, mas em várias ao mesmo tempo. Para os pacientes do estudo, todos metastáticos e sem mais opções após a quimioterapia, isso fez uma diferença de 6,5 meses a mais de vida, em mediana.
FDA deve aprovar num futuro breve
O próximo passo é a aprovação regulatória. A Revolution Medicines, farmacêutica responsável pelo remédio, confirmou que submeterá os dados à Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) como parte de um pedido formal.
A droga já havia recebido o status de Breakthrough Therapy —uma classificação reservada a medicamentos que demonstram vantagem substancial sobre os tratamentos existentes e que garante análise prioritária—, além de designação de medicamento órfão e seleção para o programa National Priority Voucher, que acelera ainda mais a revisão. O acesso compassional, para casos selecionados sem outras opções, já está autorizado nos Estados Unidos.
Para o Brasil, o horizonte é mais distante. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisaria conduzir seu próprio processo de aprovação. No sistema privado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) teria ainda que publicar uma diretriz de utilização técnica para que os planos de saúde fossem obrigados a cobrir o medicamento.
No sistema público, o obstáculo é financeiro de partida: o valor pago para tratar um paciente com câncer de pâncreas é de cerca de R$ 1.986, enquanto drogas oncológicas novas custam em média dez mil dólares por mês no mercado americano.
Não há previsão concreta de quando (nem se) esse acesso chegará ao Brasil no curto prazo.